segunda-feira, 8 de abril de 2013

Saint Maarten ou St. Martin


O charme da culinária francesa, a descontração das baladas holandesas, o azul do mar do Caribe e um roteiro de compras incrível, a preço de Duty Free.

 Bem-vindo ao paraíso!


A maior prova de que tamanho não é documento está na encantadora ilha caribenha de St. Maarten ou St. Martin, que com seus 96 quilômetros é a menor ilha do mundo, estando dividida administrativamente entre dois governos: o holandês e o francês – daí os dois nomes. Só que essa ilha, apesar de pequena, se comparada com outras ilhas, prova que tamanho não quer dizer muita coisa: St. Maarten concentra 37 praias paradisíacas, 450 restaurantes (alguns dos quais são referências da gastronomia mundial), 14 cassinos e dezenas de joalherias, perfumarias e lojas de equipamentos eletrônicos com preços de Duty Free – a ilha é livre de impostos desde os anos 60, ou seja, o paraíso para quem curte fazer compras. Enfim, são muitos os atrativos e suficientes para satisfazer o gosto da grande maioria dos cerca de 1,7 milhão de turistas que lá desembarcam todos os anos. O lugar oferece ao turista o charme europeu, a preço e calor caribenhos.


St. Maarten ou St. Martin, seja lá qual nome quiser adotar, é, sim, um destino turístico absolutamente único: trata-se do menor território do mundo dividido entre dois países. Em apenas 60 km2 (Vitória/ES, a menor capital do Brasil, tem 93 km2) ficam Saint Maarten (pronuncia-se San Martin) e Saint Martin (pronuncia-se San Martã). O primeiro país é menor, tem cerca de 27 km2, faz parte das Antilhas Holandesas e, consequentemente, do reino da Holanda. O segundo é um departamento ultramarinho de 33 km2 que responde à prefeitura de Guadalupe e faz parte da França.






Apesar de ser menor, o lado holandês possui mais habitantes que o lado francês (cerca de 48 mil contra 45 mil). Isso se explica pelo fato de o Aeroporto Internacional Princesa Juliana, o porto onde atracam até oito transatlânticos de uma só vez, os 14 cassinos e a estrutura hoteleira mais forte estar concentrada na parte holandesa. Todo ano, cerca de 500 mil turistas desembarcam na ilha pelo aeroporto, e mais 1,25 milhão através dos cruzeiros. A capital do lado holandês do país é Philipsburg, o idioma oficial é o inglês e a moeda o Nafl, mas o dólar estadunidense é aceito em todos os lugares. Na face norte (e francesa) de Saint Martin, a capital é Marigot. Ao contrário da face sul, lá não existem as megainstalações e os resorts chiquérrimos. Estes que dão espaço aos bistrôs e hotéis-butique. Ali, o idioma oficial é o francês e a moeda o euro, mas quase todos os estabelecimentos aceitam pagamento em dólar. 





Mas a divisão territorial, na prática, se resume a uma placa, e os turistas podem circular tranquilamente de um lado para o outro, até porque, independentemente do idioma – inglês, francês ou holandês, na ilha convivem pessoas de 77 nacionalidades e tanto o comércio quanto os hotéis estão preparados para atender turistas de todo o mundo. Tem mais um detalhe, o fato de manter a cultura holandesa e a francesa lado a lado, juntamente com uma terceira cultura, a afro-caribenha, faz de St. Maarten um destino incomparável para se conhecer. 




Sob uma temperatura média de 28ºC durante o ano todo, a maioria dos turistas que chegam a St. Maarten já sabem que encontrarão pela frente as famosas praias de cor azul celeste, banhadas pelo sol e pelo mar do Caribe ou pelas águas mais agitadas do Atlântico. Sem dúvida, as 37 praias de St. Maarten são o chamariz principal, mas mesmo durante a alta temporada elas nunca ficam cheias, já que há muitas opções para os turistas. Ao redor delas estão grandes resorts e hotéis de todos os tipos, cassinos, shoppings e mais de 360 restaurantes, em sua maioria com serviço e gastronomia de padrão internacional.
Porém, pouca coisa mudou desde a descoberta da ilha por Cristóvão em 1493. Essa é uma das mais belas paisagens do Caribe: a cor única de suas águas e a areia branca da costa. Cada praia tem um grupo específico de adeptos: desde nudistas até naturalistas, cada um pode encontrar a sua favorita, de leste a oeste da ilha.







Diante disso, estando na ilha, melhor mesmo é alugar um carro e cada dia conhecer uma praia diferente. A começar pela mais peculiar de todas, a praia do aeroporto. Em Maho Beach, apesar de toda a beleza, a maior atração são os aviões. A menos de 15 metros das areias está o aeroporto de Saint Maarten. No Sunset Bar, que fica ao lado da praia, você escuta pelos alto-falantes os comandos da torre de controle e ainda pode checar os horários de chegada e saída dos aviões numa prancha de surf. Também no bar, um aviso: “Topless woman drink free”. Realmente, a atração por lá são os aviões…







Mullet bay fica próxima a um campo de golfe – informação importante, já que a sinalização não é muito boa. Mas é, sem dúvida, uma das mais bonitas de toda a ilha. As águas são cristalinas durante o ano todo e você pode alugar espreguiçadeiras. Outra atração é a supervalorizada Cupecoy. É nessa região do lado holandês que estão concentradas as novas construções levantadas após o último furacão, em 1995. A praia é cercada por falésias e é onde fica o cinco estrelas The Cliff, que possui o primeiro Spa Christian Dior do Caribe. Tem ainda Baie Longue, a primeira praia do lado francês, mais reservada e cheia de mansões ao redor. É também onde fica o La Samanna, um dos mais luxuosos hotéis da ilha, e que já hospedou famosos como Mariah Carey, Snoop Dogg, Edie Murphy e Denzel Washington. Outra que merece destaque é Orient Beach. Essa praia é a mais famosa, badalada e estruturada de todas. E mesmo assim, nunca fica cheia. É onde os esportistas se encontram para a prática de atividades náuticas. Enfim, entre 37 praias, todas muito próximas, até pelo tamanho da ilha, fica difícil eleger qual conhecer primeiro. Bom mesmo é dedicar tempo para estar em todas.






Passeios para todos os gostos e idades
Snorkel pela manhã e tirolesa à tarde? Cavalgadas românticas à beira-mar? Champanhe no barco ao pôr do sol? Definitivamente, Saint Maarten não é um lugar para o turista ficar parado. De dia ou à noite, não faltam motivos para sair, porque na ilha tudo é possível.






A começar por Lotterie Farm. Esse lugar, um dos pontos mais altos da ilha, no lado francês, é um recanto para os que buscam contato com a natureza e a prática de esportes como tirolesa, arvorismo e rapel. Tem também um restaurante com peixes, frutos do mar, comidas típicas da região e um lounge para relaxar à tarde com drinks refrescantes ao som de house. (www.loteriefarm.net).
Em The Butterfly Farm – Fazenda de Borboletas -, próxima à Orient Beach, o turista vai aprender um pouco da história das borboletas do mundo inteiro. A visita guiada custa 10 dólares (www.thebutterflyfarm.com). Para quem tem alma de ambientalista, há o St. Maarten Park, zoológico da ilha que abriga várias espécies, entre elas o macaco cabeça de algodão, espécie ameaçada de extinção e que está sendo preparada, neste zoológico, num projeto pioneiro, para a reprodução em cativeiro. O passeio sai por 10 dólares (www.stmaartenpark.com).
Outro programa inigualável é conhecer St. Barths e Anguilla. Saindo de Marigot, o turista pode visitar a pequena St. Barths, badalado reduto de ricos, famosos e hollywoodianos, que fica a menos de uma hora da capital francesa. Os trajetos de catamarã custam cerca de 90 dólares. A cada 45 minutos, há também saídas para Anguilla, conhecida por seus resorts de luxo para casais em lua de mel. O trajeto de 20 minutos de barco, que custa cerca de 30 dólares, é fascinante, pois não faltam belas praias por lá. Leve o passaporte para visitar qualquer uma das ilhas.




Para os aventureiros, um boa dica é visitar Lucky Stables at Seaside Nature Park. Lá, em Cole Beach, pode-se viver uma experiência única e inesquecível: passear a cavalo dentro do mar. O passeio de uma a duas horas, com direito à trilha e mar, sai a partir de 60 dólares. No local, que também funciona como acampamento, é possível fazer aulas de montaria (www.seasidenaturepark.com).
Tem também atrações para quem quer um pouco de história. A começar por Fort Amsterdã. Lá, quase toda a herança cultural da ilha está nos quatro Forts existentes (mas apenas dois são abertos à visitação). O Fort Amsterdam, na parte holandesa, foi erguido em 1631 e está localizado em Philipsburg. Trata-se da primeira fortaleza militar construída em território caribenho. Tem uma belíssima panorâmica de Great Bay e Little Bay, mas é preciso cuidado com algumas abelhas perigosas que se escondem nas madeiras, e cuja picada pode ser fatal. No lado francês, muitos degraus levam ao topo do Fort Louis (foto), construído no século XVIII, de onde você poderá avistar uma infinidade de praias.
Outro passeio recomendável tem como destino Tantra. Essa atração foi aberta recentemente no complexo Sonesta Maho Beach Resort & Casino, sendo a maior casa noturna do leste caribenho. Com atmosfera luxuosa inspirada no zen asiático, é uma excelente adição ao pós-jantar no Le Moulin Fou.




Compras e mais compras
Mesmo com poucas placas para indicar de qual lado da ilha você está, certamente ao chegar em Marigot, a capital francesa, o visitante saberá que está na França (ou num lugar muito charmoso e bem parecido com ela). Às quartas-feiras e sábados há uma feirinha de artesanatos onde se encontra toda a sorte de badulaques. Mais adiante está a Rua General de Gaulle, a principal para as compras. No centrinho francês há muitas lojas femininas, como a Max Mara e até a brasileiríssima Havaianas, onde um par de chinelos custa cerca de 35 euros, além de muitas joalherias de grife. Os preços, em euro, são salgados, mas vale a pena conferir os lançamentos de perfumes simultaneamente aos que acontecem em Paris. E os cafés que servem croissaints salgados e doces quentinhos, em mesinhas ao ar livre, remetem o turista às cidadezinhas da Côte d´Azur – não é mera coincidência. Aproveite para almoçar no restaurante Le Chantedair, na charmosa Marina Royale, onde ficam alguns barcos de aluguel para passeios e restaurantes deliciosos e visitar o West Indies, shopping com grifes exclusivas de clássicos parisienses, como o empório Hediard, famoso pelos seus chocolates e frutas glaceadas.






Outro chocolate famoso fica no lado holandês da ilha. Trata-se do Belgian Chocolat Shop, na 109 Old Street, em Philipsburg. O visitante vai encontrar de batata frita banhada ao chocolate até wafles recheados de mel e cobertos de chocolate branco ou ao leite (irresistíveis, vale a pena experimentar um de cada). No final da tarde, um carrinho de sorvete percorre as ruas do centrinho, uma ótima opção para aliviar o calor! Mas o que vale a pena mesmo aproveitar em Philipsburg são os relógios, óculos de sol, câmeras fotográficas, notebooks, eletrônicos em geral e joias, com preços em dólar tão convidativos que vão seduzir até mesmo os mais sovinas, afinal, lá todas as lojas são duty free, ou seja, livres de impostos.



Gastronomia: e viva a gula!
Além de divinamente deliciosa, a gastronomia na ilha é abundante: são mais de 450 restaurantes de qualidade, algo como você experimentar um restaurante diferente por dia ao longo de um ano e ainda assim sobrar lugar pra visitar. Além das lagostas e camarões gigantes, você tem que provar os escargots e o peixe mahi-mahi com molho creole, iguaria típica caribenha, que leva tomate, cebola, pimenta, pimentão, salsinha e tomilho (mas não é forte). Os preços são acessíveis (uma lagosta enorme sai por 30 dólares, em média). E pode se empolgar, pois os pratos são bem servidos e é quase impossível comer tudo sozinho.
Tem ainda outras dicas imperdíveis:
- Temptation (Cupecoy): no lado holandês, a cozinha requintada é comandada pelo chef mais premiado de todo o Caribe, Dino Jagtiani. Super simpático, durante a reportagem ele preparou um Red Snaper especial com aspargos e vegetais, recheio de cogumelo e molho de laranja e gengibre. Outra recomendação é o salmão com lentilhas, uma combinação tão improvável quanto soberba.



Programe a viagem
Onde fica – A ilha de St. Maarten/St. Martin fica em uma região privilegiada do Caribe, a 250 km a sudeste de Porto Rico e a cerca de duas horas e meia de voo de Miami.
Idioma – Em St. Maarten, a língua oficial é o holandês. Já em St. Martin é o francês. Porém, os idiomas mais falados em ambos os lados são o inglês e o espanhol.



Dicas tiradas da internet.

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